
Nos países islâmicos, aos poucos a recatada Fulla vem desbancando a concorrente americana
Estava sentada folheando uma revista enquanto esperava meu primo na podóloga e passei por uma matéria interessante sobre um desfile em Dubai que ocorreu esse ano, tendo a presença das mais famosas grifes do mundo, como Valentino, Chanel e Dior.
O evento atraiu turistas do mundo todo, mas a presença das árabe foi maioria. Por baixo das burcas e xadores, roupas de alta costura e muitas jóias.
A repórter da revista que eu estava lendo então perguntou a uma muçulmana por que usava a burca.
Eu uso roupas de marcas ocidentais, mas as mostro para a família. Gosto de usar a burca e a acho bastante feminina. Posso andar na rua sem ninguém perceber que estou de salto. Assim todas as mulheres, ricas ou pobres, são iguais aos olhos do mundo.
Nunca entendi o porquê de tanta polêmica em torno dessas vestimentas. Se elas não gostassem não as usariam, não? Por que, ao contrário do que muitos pensam não é o corão que impõe isso, é o orgulho que essas mulheres sentem pela sua religião.
É a velha mania ocidental de implicar com o oriente, principalmente o oriente rico, que não fornece mão-de-obra semi-escreva e, ainda por cima, tem as maiores reservas de petróleo do mundo.
Aí começa o terrorismo. Mas eu não to falando da Al-Quaeda ou coisa assim. Eu falo das charges do profeta Maomé, das interferências que o Oriente Médio vem sofrendo há décadas dos americanos, da fragilidade da ONU em impedir essas invasões, do prevalecimento dos Judeus nas tentativas de acordo em Gaza…
Essa opressão abre espaço aos islâmicos para boicotar certos produtos ocidentais e criar suas próprias alternativas, fazendo com que acabe o monopólio de empresas como a Mattel, produtora da barbie, que está sendo desbancada pelas islâmicas Fulla e Razanne, e a Coca-Cola, que vem perdendo mercado para a Meca-Cola.
Somos mesmo tão superiores em nossa fachada cristã para nos indignarmos com o fato de que uma mulher possa querer se cobrir, assumir ao mundo sua religião, julgando-a insana ou submissa? Não deveríamos, em vez disso, assumir a religião que dizemos ter, seguindo-a verdadeiramente e não apenas por ser um padrão imposto pela sociedade?
Quem, afinal, possui livre-escolha nessa história toda?
Technorati Tags: alta costura, burca, islã, terrorismo, mercado, religião, hipocrisia, sociedade, padrões, escolha
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