Natal: festa cristã?
Nos países de língua ibérica, o culto à figura materna se personifica na figura do culto da Virgem Maria. No México, Nossa Senhora de Guadalupe, que personifica como ninguém a história de um país indígena que se converteria em reduto católico, é a padroeira do país. Em Portugal, Nossa Senhora da Conceição. Na Colômbia, a Virgem de Chiquinquirá, na Argentina a Nossa Senhora de Luján, na Espanha, Nossa Senhora dos Remédios. No Brasil, Nossa Senhora Aparecida. E isso, sem contar, claro, o culto moderno à Nossa Senhora de Fátima.
Esse culto se personificaria nos presépios, nas pinturas de Rafaello Sânzio, Diego Velásquez, Perugino, Ribera, entre vários outros. Seria nesses países que a figura da Sagrada Família alcançaria o máximo de vigor estético. E talvez por isso o presépio seja o único simbolo natalino que eu de fato gosto.
É essa uma das razões pela qual eu não gosto do Natal. Não ao menos do jeito que se celebra aqui no Brasil. Tirando quando a figura é pintada Norman Rockwell, não há jeito de um gordo vestido de vermelho, com golas de branco, não ser insuportavelmente kitsch. E árvores de natal, com aquelas bolas brilhantes, cartões de natal com neve? Argh.
Quando, ano passado, a direita americana começou a reclamar de uma tal guerra ao natal, aonde supostamente as grandes lojas evitariam se referir à festa para que não ofendessem minorias, muitos judeus responderam prontamente que eles também celebravam o Natal. Aliás, o natal é comemorado até no Japão. Não há muita coisa de Cristã nisso.
Haveria, claro, se ao invés de insuportáveis bolas vermelhas, bengalas brilhantes e de um gorducho de vermelho utilizássemos uma de nossas tradições estéticas mais caras, num país católico. Poderíamos espalhar imagens da Sagrada Família, presépios. Seria muito mais agradável.
Não acho o consumismo ruim. Mas comprar coisas por comprar coisas acho meio dispensável.
(André Kenji em Dissidência » O Natal)
O natal é encarado universalmente como o dia consagrado à reunião da familia, à paz, à fraternidade e à solidariedade entre os homens (wikipedia), o que é muito bonito, mas acho besteira esse papo do significado religioso. Isso me lembrou um post do 1001 gatos sobre o cristianismo:
Prática: O Cristianismo seria uma coisa ótima, se alguém resolvesse práticá-lo.
O natal se tornou uma data comercial e perdeu todo o verdadeiro significado religioso. Não que eu acredite nessa religião, mas, nesse caso, tenho que admitir que já que se diz possuir certo credo deve-se ao menos seguí-lo.
Aos poucos as confraternizações familiares tornam-se mesquinhas disputas internas por melhores presentes ou destinos melhores de férias.
Deixemos os outros de lado um pouco para pensar: como você comemora o natal?
Technorati Tags: natal, capitalismo, sociedade, festa, jesus, cristo, cristianismo, religião, deus
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Em se tratando de Natal, recomendo a leitura da revista Super Interessante do mês de Dezembro, a qual traz uma reportagem falando sobre a origem da data de 25 de Dezembro.
Não comemoro nada. Minha família senta e janta as 21h como em todas as outras noites do ano em que estamos juntos.
eu amo vcs!!! Pois vcs sao um grupo de putos…Eu adoro grupo!!