Mal Vicioso: filosofando e discutindo a hipocrisia da sociedade

Cada vez mais a sociedade se acomoda com a exploração do homem pelo homem, mal que se torna um vício. Ainda que a angústia de não saber o que fazer nos persiga, podemos, juntos, descobrir a saída.

Arquivo do mês: April, 2007

25/04/2007

Royal socialiste

Ségolène Royal
Ségolène Royal, candidata à presidência da França pelo Partido Socialista

A disputa presidencial da França vai ao segundo turno com o direitista Nicolas Sarkozy, presidente da UMP e a revolucionária Ségolène Royal, presidente do Partido Socialista.

Pesquisas prevêem uma vitória de Sarkozy, mas a disputa está só começando e os dois candidatos estão investindo em campanha para chegarem ao cargo máximo da França, que é uma república democrática semi-presidencialista.

O resultado parece não influenciar a nossa vida, mas indiretamente é muito importante pela mudança que pode provocar no cenário político internacional. Veja: Royal é socialista e suas realizações durante os períodos em que foi ministra e presidente da região de Poitou-Charentes incluem leis ambientais (tratamento de reciclagem, preservação do campo e anti-poluição sonora), reformas dos direitos das mulheres e reformas na educação.

A França é um dos sete países mais industrializados e desenvolvidos economicamente do mundo, fazendo parte de um grupo criticado por ser uma instituição sem legitimidade, que se auto-denomina governo do mundo, que decide objetivos e políticas que afetam toda a humanidade.

O que um país socialista faria no meio dos países mais industrializados do mundo? O que uma França socialista poderia fazer num mundo totalmente capitalista à beira da destruição? O que uma mulher conhecida por propôr leis ambientais poderia fazer na presidência da França?

Claro que estamos falando de ses. Talvez nada disso aconteça, mas… e se acontecer?

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Escrito por Carol e Tiago | Política | 4 comentários. Participe!

24/04/2007

Briga de rua

Briga

Fim da tarde… Cruzando de carro a Av. Sete de Setembro com a Rua Gil Stein Ferreira uma reunião enorme de pessoas me chamou a atenção. Cerca de 100 meninos e meninas formavam uma circunferência com uns 5 metros de raio; no centro dois moleques brigavam.

A roda gritava, empolgada. A violência estava deixando todos eles felizes, provavelmente todos eles odiavam as crianças que sairiam dali totalmente quebradas.

Em pleno centro da cidade, haviam várias pessoas passando e percebendo a tragédia: alguns continuavam seu caminho, outros paravam para observar melhor, ninguém fazia nada.

Seria hipócrita condenar o povo que não se mexia e alguns até assistiam o espetáculo. Eu e minha família, burgueses, afim de não perder a hora do café, continuamos no carro a caminho de casa.

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Escrito por Tiago Madeira | Sociedade | 2 comentários. Participe!

23/04/2007

Anarcopop

Anarquismo

Estava passando por uma rua próxima à Igreja Matriz, onde há um prédio pichado. Sempre que passo por lá o mesmo desenho me chama a atenção: um “A” dentro de uma bolinha.

Depois de um longo período abafado por boinas com estrelas e camisas do Che Guevara a anarquia aparece estampada em jaquetas, blusas… Eu mesma comprei um vestido assim.

Os “rebeldes” de hoje em dia se vestem com roupas de marca, gravam clipes e cantam com uma voz ridícula em espanhol, num gesto que parece uma operação:mindfuck. A rebeldia virou moda, virou marca, não passa de uma aliada a mais d’O Sistema.

A anarquia proposta por Bakunin previa uma revolução pela educação, chegando a um ponto em que todos se tornariam auto-suficientes, sem precisar de um Estado para ditasse leis e ao mesmo tempo organizada. Por mais que muitos associem ao caos, ela propõe que a liberdade de cada um seja exercida sem prejudicar o outro.

Será que esses pichadores e esses consumidores conhecem a história por trás dessa marca? Sabem o significado ou é só mais uma modinha como foi com o Che? Tanto se critica o capitalismo, mas as alternativas passam despercebidas na forma de meras matérias escolares.

Uma alternativa interessante está a caminho. Aguardem pelo dia 23 de maio.

Não há transformação, revolução, luta, caminho. Você já é o monarca de sua própria pele – sua liberdade inviolável espera ser completa apenas pelo amor de outros monarcas: uma política de sonho, urgente como o azul do céu.

(Hakim Bey)

Modificado de uma dissertação escrita pela Carol.

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Escrito por Carol e Tiago | Política | 12 comentários. Participe!

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