A conversão de Mariana
Achei este texto num antigo diário da minha adolescência e chorei o dia inteiro ao lembrar de uma passagem muito emocionante da minha vida. Resolvi passá-lo a limpo para o meu novo diário virtual.
Querido diário,
Sempre me posicionei como atéia e defendia com unhas e dentes o ateísmo a ponto de às vezes até ofender algumas de minhas amigas. Hoje venho aqui dar testemunho da minha conversão. Ainda estou maravilhada com o poder de Deus, o poder que senti… Me perdoe se a emoção me dominar a ponto de eu não conseguir narrar direito a minha experiência.
Sempre fui atéia, não acreditava em Deus e lia a Bíblia até mais que muitos religiosos, mas lia de coração fechado. Muitas pessoas me diziam: “Abra seu coração a Deus” e eu sempre zombava delas.
Hoje meu coração duro acabou machucando a pessoa que mais amei em todo este mundo. Terminei perdendo o homem que amo. E quer saber? O amor quando é puro e verdadeiro machuca e muito quando se vai. Qual foi a solução que me restou? DEUS.
Mas como se você não acreditava em Deus?
Sempre ouvi dizer que existem duas formas de atrair Deus: pelo amor ou pela dor. Infelizmente foi a dor da perda do meu verdadeiro amor que me levou a procurar Deus. Era minha única opção.
Me tranquei no meu quarto e fiz, pela primeira vez, o que muita gente faz todos os dias: coloquei meus joelhos ao chão, me curvei diante de Deus e abri meu coração. Nossa! Deus me deu cada varada! Eu chorei tudo que tinha pra chorar e Deus me falando de todos os meus erros, todos os meus pecados, de todas as pessoas que eu tinha ferido e de todas que eu tinha zombado… Deus mandava, ordenava que eu pedisse perdão para todas elas. Eu pedi perdão a Deus e até conseguia ouvir meu gemido… “Deus, me perdoa!” eu gritava. E ao ouvir minha própria voz clamar pelo perdão de Deus, eu me assustei e Deus disse: “Calma! Sou eu, menina. Você fugiu de mim por tanto tempo.”
Deus tocou meu coração. Ele me derrubou e me desfez como se eu fosse barro. Ele começou a me moldar para me transformar num vaso novo… Nossa!
Ao final, Deus me colocou no colo. Ele me disse que tudo vai dar certo porque agora eu tinha aberto a porta do meu coração, tudo vai dar certo na minha vida porque eu permiti que Deus viesse e fizesse milagres nela, eu permiti e era tudo que ele precisava. Ele me perdôou.
Nossa! Como é bom ter Deus no coração!
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Glória irmã! gesus te ama!
Ainda bem que minha conversão foi pelo amor.
É engraçado, deixei de acreditar em Deus justamente da adolescência. Por motivos muito parecidos. Percebi que o que me atraía para Deus era justamente a emoção, amor, dor, coisas assim. Percebi que, no fundo, a fé é uma muleta. Decidi que, dali por diante, faria da dor, dor; e do amor, amor.
Minha visão de Deus é bastante diferente dessa que você descreveu, mas se tem algo que eu não faço é julgar as motivações de qualquer pessoa. Assim, aceito que a história seja verdadeira para você, assim como outra completamente diferente poderá ser verdadeira para outra pessoa.
Você citou que era atéia até sofrer a sua perda. Tudo bem. Me fez lembrar de uma frase que ouvi há muitos anos, que o verdadeiro ateu precisa ser uma pessoa de muita fé. Fé manifestada em si mesmo, já que não terá nada que possa apoiá-lo em qualquer momento de dificuldade.
Para a maioria de nós, buscar o consolo em um deus externo a nós é o mais simples. E o mais necessário.
Sabe o que eu acho mais engraçado? É quando as pessoas debatem sobre o que a Mariana escreve. Alguns dão apoio às suas decisões, outros se comparam com ela, alguns realmente se esquecem de que ela é uma personagem fictícia bem debochada e cínica rsrsrs. Pensando bem, acho que não vou mais levar este fato em consideração. Ela tem 27 anos e meio e ainda é solteira. Estou disposto a receber fotos para analisar, estou a fim de um compromisso bem sério com essa moça reigiosa e pura, ou melhor quase pura.
Haha… Pois é…
Eu e a Carol nos divertimos lendo esses comentários.
Acho que é de gente que não lia o blog quando começamos a fazer os contos e não entenderam qual é a da Mariana.
O Diário
Afinal de contas, quem escreve os contos da Mariana? A Carol? O Tiago?
Ou ela é um personagem de vocês dois, cada um escreve quando tem uma idéia?
A terceira opção.
Bom isso quer dizer que ainda mantenho o meu faro de quando fazia críticas de filmes: É preciso saber reconhecer o diretor pelo seu estilo e sua maneira de contar a história.
Os textos da Mariana (todos eles bem escritos é claro) não são todos escritos pela mesma pessoa como eu imaginei.
abraço
Foi fácil a Mariana (ou Marianas) fazer a conversão embora eu não tenha entendido nadinha do que ela disse:
Ateu é isento de crença daí não haver conversão, certo?
Será que ela consegue converter o Real em Euro?
O Vaticano converte todas as moedas e não rejeita nenhuma.
Inté
Carol e Tiago devem estar ocupados, envolvidos em algum projeto, afinal dias e dias sem nenhum post.
ah, só mais uma coisa se tiverem oportunidade leiam o livro.
O mais interessante é que a narrativa é feita por uma personagem que a gente imagina sempre distante: a morte.
Nossa, esse tal de Deus é uma Sex Machine

[…] não preciso do correio para me comunicar com Jesus. Ele sempre vem até mim quando mais preciso, me põe em seu colo e me orienta pelo caminho certo. Por mais que essa estrada seja tortuosa, com duros obstáculos, […]