Diferença cultural
Uma pesquisa com jovens de várias cidades do mundo revela discrepâncias absurdas entre a cultura dos povos. Enquanto um jovem em Nairobi acha que o maior problema no mundo é a AIDS, um de Nova York acha que é o terrorismo e um do Rio de Janeiro acha que é a educação.
Podemos associar a divergância entre assuntos considerados primordiais por esses jovens à situação em que vive seu país.
A pesquisa possibilita refletir um pouco sobre a diversidade cultural no globo.
Nos Estados Unidos, principalmente na cidade de Nova York, que foi diretamente afetada pelos ataques de 11 de Setembro, a população ainda teme novas investidas de células terroristas como a Al-Qaeda.
A deficiência do ensino público primário e secundário no Brasil gera na população, principalmente mais jovem, uma incerteza quanto ao futuro, principalmente na questão emprego.
O sério problema da AIDS na África, do qual a comunidade internacional faz pouco caso, matou, só no ano passado, 2,4 milhões de pessoas. A religião e a organização social nos países da África Subsaariana também influenciam.
A legalização da poligamia contribui para o alto índice de disseminação entre mulheres casadas.
A falta de informação e também de tratamento fornecido pelo governo e a não cooperação de países desenvolvidos, que exploram os diamantes, mas não se preocupam com questões de saúde pública africana, a não ser quando precisam testar algum novo medicamento e não querem arriscar seus preciosos ratinhos faz com que a população africana vá diminuindo em rítimo crescente.
Sem tratamento, os fetos são contaminados pelas mães soropositivas. Num local em que a expectativa de vida já é baixa por causa da pobreza, fome e escassez de água, a criança, que acabará se tornando órfã, talvez tenha a sorte de encontrar uma família que o adote e possibilite um tratamento, como o caso de Nkosi Johnson, que se tornou símbolo da luta contra a AIDS e foi a criança nascida com HIV que sobreviveu por maior tempo, vivendo até os 12 anos(!!!).
Estamos diante de um sério problema, ao qual o mundo não dá muita importância.
O que temos a fazer é agradecer que o nosso governo ao menos propicia, gratuitamente pelo SUS, o coquetel de medicamentos da AIDS e lembrar que é nosso o dever cobrar melhorias na educação pública, afinal é do contribuinte que vêm as verbas do orçamento da união.
Nkosi Johnson mostrou ao mundo que é possível lutar pelos direitos da população. Por que não fazer o mesmo?
Pesquisa encontrada lá no novo-MUNDO.org. Leia também a notícia oficial no site da BBC e o arquivo PDF com todas as respostas da pesquisa (45 ao todo).
Technorati Tags: diferença cultural, terrorismo, educação, África, AIDS, HIV, Brasil
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Nosso mundo é um caos. O pior é que pintam-no de perfeito em diversos lugares para cobrir o que acontece em outros.
A vida na África não vale merda alguma, isso é ridículo. Como seres humanos que dispõe de poder para ao menos amenizar esta situação nada fazem?
A esperança está em nossa geração. Que mudemos o mundo.
[…] dela; ela não é ruim. Há pouca resistência. Quem vende isso não está nem aí para o fato de as nações serem diferentes, porque o que importa é o dinheiro. Nós não passamos de […]