Globocolonização
O processo que vive-se hoje de imposição de uma cultura sobre outra não deveria se chamar globalização, mas “globocolonização”. O que está havendo não é a criação de uma grande cultura com a participação de todas, mas a hegemonia dos países mais ricos. Este imperialismo confronta com projetos nacionalistas como o do deputado Aldo Rebelo (PC do B), que quer proteger a língua portuguesa sancionando o uso de estrangeirismos.
Afinal o que são os brasileiros? Há pouco mais de 500 anos viviam nestas terras homens e mulheres pelados em perfeita hnarmonia com a natureza. Já eram vários povos com línguas e crenças diferentes entre si. Chegou então o português resolveu colonizar este “novo mundo”. Massacres, desvalorização dos nativos, extinção de vários povos… Depois de um tempo cria-se progressivamente uma nova identidade: brasileiro.
O brasileiro fala a língua portuguesa, dança o samba e joga futebol; na verdade, não passa de uma miscigenação onde predominam as culturas dos povos europeus, africanos e americanos. Construída a nação, o Brasil não é mais colônia e a nova moda que tem se espalhado mundo afora é repudiar os ianques e em especial o presidente George Bush, também chamado de “diabo” pelo presidente venezuelano. Porém, com tanta tecnologia e com cada vez mais comunicação global é difícil e até ilógico ser nacionalista não aceitando o diferente.
O povo foi às ruas protestar a vinda do presidente americano às terras tupiniquins, vestindo as marcas da globalização e pichando os muros com tinta comprada lá fora. A manifestação é irônica, porque o povo se diz anti-imperialista, mas seu protesto é patrocinado pelo seu inimigo. John Lennon estaria certo ao dizer que para mudar o mundo dos engravatados é necessário vestir as gravatas? Não parece ter servido pra mudança alguma de política.
Como no anarquismo, a primeira revolução deve ser individual para depois atingir toda a sociedade. A partir do momento em que o deputado começar a usar termos lusófonos no seu cotidiano, seus conhecidos farão o mesmo e as pessoas assimilarão os neologismos da mesma forma que assimilam a língua inglesa. É importante para um país a manutenção de uma identidade cultural, mas quem deve fazer isto é o povo, não o Estado. Como disse o sambista Candeia, “um país que deixa a cultura do povo se perder nunca será uma nação”.
Nota: 9,0 (redação do último simulado)
Compare Preços de: dicionário inglês-português, projetos na câmara dos deputados, spray para pichar muros
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Olá….
Gostei do Blog.
Aproveito e o convido para conhecer meu blog:
http://naperiferiadoimperio.blogspot.com/
Um abraço
Láldert
Blog nota dez!!!
conteúdo inteligente expondo com clareza a pureza da alma e grandeza de sentimentos da dupla criadora.
Só uma ressalva: Citar o projeto de Aldo Rebelo, o Sr. Vamos Aumentar Nosso Salário, foi a única decepção.
lendo o texto até o fim compreendi e retiro o que disse, o que vocês fizeram foi uma crítica a idéia sem pé nem cabeça de purificação da língua. Peço desculpas.