Mal Vicioso: filosofando e discutindo a hipocrisia da sociedade

Cada vez mais a sociedade se acomoda com a exploração do homem pelo homem, mal que se torna um vício. Ainda que a angústia de não saber o que fazer nos persiga, podemos, juntos, descobrir a saída.

Progresso irracional

Após a Revolução Industrial, a necessidade de mão-de-obra barata e mercado consumidor fez com que surgisse uma nova política de dominação européia sobre os países africanos. Este sistema de domínio territorial, cultural e econômico é conhecido hoje em dia pelos nomes “imperialismo” e “neo-colonialismo”.

Embora a África já fosse conhecida e explorada pelos europeus desde o final do século XV, ela não foi colonizada até o início do século XX. Foi nessa época que começaram a se formar as colônias e protetorados, cuja única diferença era a existência ou não de um governo nativo, mas sempre subordinado a uma metrópole européia.

O imperialismo surgiu num momento em que a Europa se considerava civilizada, superior à todas as outras culturas. Com essa mentalidade, eles enxergavam os negros como bichos, impuros e pecadores. Na visão dos europeus, era necessário dominar a África, porque eles precisavam catequizar ou matar esses pecadores para construir um mundo civilizado.

Para os europeus, suas ações só foram justas e benéficas para a humanidade, já que o resto do mundo só teria a crescer e progredir com a religião e cultura européia. Eles acreditavam que as outras culturas eram inferiores e, interpretando errado o darwinismo, acreditavam que a sua hegemonia era explicada pela seleção natural.

O domínio europeu sobre a África foi obtido com acordos injustos e guerras. Os únicos países que conseguiram continuar pertencendo aos africanos foram a Etiópia e a Libéria. Os africanos dominados trabalhavam para poucos europeus de maneira semi-escrava, desumana, ganhando muito pouco. Quem saiu ganhando foram as grandes indústrias e banqueiros, que maximizaram seu lucro.

O imperialismo teoricamente já acabou, mas a África continua refém do capitalismo e da globalização. Grande parte da cultura africana nunca mais vai existir, mas ainda há tempo para salvar alguma coisa. Os africanos continuam passando fome e vivem em condições precárias. A única maneira de libertar a África é mudar a mentalidade de todo o mundo, inclusive a dos africanos, que devem se revoltar contra essa dominação. Já chegou o momento do homem perceber que a vida capitalista não faz sentido e que de nada serve a dominação e o desrespeito ao outro. Não faz sentido o capital e o poder serem as coisas mais importantes no mundo… Será que ninguém pára pra pensar nisso? Esses cristãos “civilizados” da Europa poderiam ao menos deixar de serem hipócritas e começarem a seguir o maior exemplo de seu líder Jesus Cristo: a solidariedade, o amor ao próximo.

O mundo ainda é imperialista e essa realidade só vai mudar quando a sociedade começar a pensar.

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Escrito por Carol e Tiago e postado em Política no dia 22/12/2006 às 19h 47min. Acompanhe os comentários via RSS 2.0. Você pode deixar um comentário ou fazer um trackback do seu site.

6 comentários para “Progresso irracional”

  1. #1 | Guilherme Nascimento Valadares

    “Já chegou o momento do homem perceber que a vida capitalista não faz sentido e que de nada serve a dominação e o desrespeito ao outro. Não faz sentido o capital e o poder serem as coisas mais importantes no mundo…”

    Essa é uma crítica social recorrente.

    No entanto, sinto falta de soluções. Normalmente os argumentos são que não está certo e todos precisamos mudar.

    Mas e aí? O que fazer?

    Não estou invalidando seu texto, quero mesmo escutar sua opinião.

    Abraço,

    Guilherme
    http://www.papodehomem.com.br

  2. #2 | Tiago Madeira

    Eu sinto a mesma falta, não sei responder a sua pergunta. O objetivo do nosso blog é chegar a essa conclusão, junto com todo mundo, numa discussão que ajude as pessoas que ainda nem perceberam que isso não está certo.

    Cada vez mais a sociedade se acomoda com a exploração do homem pelo homem, mal que se torna um vício. Ainda que a angústia de não saber o que fazer nos persiga, podemos, juntos, descobrir a saída.

    Acho que o primeiro passo nós já demos, que é perceber onde está o problema. Agora precisamos decidir onde queremos chegar e com o tempo conseguiremos fazer uma revolução.

    A primeira revolução deve ser individual, então começamos a espalhar para os nossos amigos e conhecidos, eles espalham mais, e criamos uma PG infinita afim de, depois de muito tempo, mudarmos o mundo. :-)

    O que podemos fazer? Conscientizar quem está por perto. Esse blog tem como objetivo ajudar nessa conscientização, além da discussão. Depois disso, ainda não sei - mas a gente chega lá! Não gosto de pensar que o mundo será assim pra sempre…

    Valeu Guilherme!

    Abraço…

  3. #3 | Mal Vicioso » Minha lista ao Papai Noel

    […] Cada vez mais a sociedade se acomoda com a exploração do homem pelo homem, mal que se torna um vício. Ainda que a angústia de não saber o que fazer nos persiga, podemos, juntos, descobrir a saída. google_ad_client = “pub-2314134337442360″; google_ad_width = 728; google_ad_height = 15; google_ad_format = “728×15_0ads_al”; google_ad_channel = “”; google_color_border = “ffffff”; google_color_bg = “FFFFFF”; google_color_link = “333333″; google_color_text = “333333″; google_color_url = “999999″; « Progresso irracional // […]

  4. #4 | Carol Peters

    com a lista podemos ter uma noção melhor do que os governos podem fazer para mudar a situação, o problema é que essas coisas ainda não estão ao nosso alcance.
    temos que parar para pensar em como mudar em primeira escala.
    mantenho o que sempre digo: “a primeira revolução tem que ser a pessoal”

  5. #5 | Mal Vicioso » Gollum, gollum!

    […] Esse é nosso mundo… […]

  6. #6 | Mal Vicioso » O carnaval e a globalização

    […] Imperialismo… Você vai à uma festa e ouve música estrangeira. Música eletrônica… Algumas até são brasileiras, mas que algum gringo pegou e “recompôs”. A nossa música já é boa, mas eles não perguntam: no processo de globalização, a chuva de lixo eletrônico e cultural não pede permissão para existir. […]

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